Ibovespa recua com tensão no Oriente Médio e cautela com a Selic

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Ibovespa recua com tensão no Oriente Médio e cautela com a Selic

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Fonte: Shutterstock/KeyFame

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O Ibovespa abre está terça-feira (24) em queda de 0,88% aos 180.326 pontos, o otimismo que ensaiou um rali na véspera, impulsionado por declarações do presidente Donald Trump sobre possíveis diálogos com Teerã, dissipou-se rapidamente. A realidade do dia revela um cenário de volatilidade extrema, com o petróleo retomando o patamar simbólico de US$ 100 o barril. Enquanto Washington sinaliza que conversas produtivas estariam ocorrendo para evitar ataques a infraestruturas de energia, o governo iraniano nega qualquer contato direto, mantendo o mercado em um estado de alerta constante sobre o fluxo de óleo pelo Estreito de Ormuz.

Essa instabilidade global atinge em cheio as gigantes do setor energético, como a Petrobras (PETR4). No momento, o barril de Brent já opera próximo aos US$ 100, refletindo o medo de uma escalada que envolva o líder supremo Mojtaba Khamenei e possíveis mediações por Omã que ainda não se concretizaram. O preço da energia continuará sendo o termômetro da tensão geopolítica, oscilando conforme as narrativas conflitantes que vêm do Golfo Pérsico ganham ou perdem força nos terminais de notícias, com isso a ação da PETR4 está em alta de 2,39%.

No cenário brasileiro, a ata da última reunião do Copom, divulgada hoje, detalha a decisão técnica de reduzir a taxa Selic em apenas 0,25 ponto percentual, fixando-a em 14,75%. O colegiado defendeu uma postura de “serenidade”, deixando explícito que os próximos passos na queda dos juros dependem diretamente da clareza sobre os impactos inflacionários da guerra no Oriente Médio. Para tentar blindar o setor produtivo desse ambiente hostil, o governo já articula o lançamento da Medida Provisória “Brasil Soberano 2.0”, que prevê uma linha de crédito de R$ 15 bilhões destinada a apoiar os setores mais afetados pela instabilidade externa.

O ambiente corporativo, por sua vez, demonstra uma resiliência notável, com resultados que contrastam com o pessimismo global. A Movida (MOVI3) é um dos grandes destaques positivos, reportando um lucro líquido de R$ 102,3 milhões no quarto trimestre de 2025. Esse crescimento de 64,5% na comparação anual foi sustentado por uma estratégia eficiente de volume e preços, o que impulsiona suas ações em uma alta de 1,06%. Fora do índice Ibovespa, a Even (EVEN3) também entregou uma virada significativa, revertendo o prejuízo de R$ 13,9 milhões do ano anterior para um lucro líquido de R$ 44,9 milhões no quarto trimestre de 2025, embora o papel registre queda de 3,84% no pregão de hoje.

Ainda no setor de construção, o mercado repercute com entusiasmo a parceria bilionária entre Cyrela (CYRE3) e Helbor (HBOR3) para um projeto de R$ 1,5 bilhão no programa Minha Casa Minha Vida. O acordo, que envolve a venda de participação em uma SPE e de quase 19 mil Cepacs para a Cyrela, foi visto pelo BTG Pactual como um passo estratégico crucial para a desalavancagem da Helbor e geração de caixa imediata de R$ 40 milhões, com isso seus papéis caem 3,86% e 5,48%, respectivamente.

Por volta das 10h39, as listas das maiores altas e baixas eram dominadas por:

Altas

• Petrobras (PETR4): +2,39%

• Petrobras (PETR3): +2,27%

• Prio (PRIO3): +2,12%


Baixas

• Azzas (AZZA3): -4,21%

• Hapvida (HAPV3): -4,13%

• Cyrela (CYRE3): -3,86%


Confira a evolução do Ibovespa:

*Até o dia 24/03 às 10h39

• Segunda-Feira (23): +3,24%

• Terça-Feira (24): -0,88%

• Na semana*: +2,33%

• Em março*: -4,48%

• No 1°tri./26*: +11,92%

• Em 12 meses*: +37,32%

• Em 2026*: +11,92%

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