Ibovespa avança com alívio externo e força de bancos e commodities

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Ibovespa avança com alívio externo e força de bancos e commodities

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Foto: Shutterstock/Champ008

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O Ibovespa encerrou o pregão desta terça-feira (6) em alta de 1,11%, aos 163.664 pontos, refletindo um ambiente externo mais construtivo e a retomada do apetite por risco, sobretudo em mercados emergentes. Após o impacto inicial da operação dos Estados Unidos na Venezuela, que culminou na captura de Nicolás Maduro, os investidores passaram a reagir de forma mais ponderada ao noticiário geopolítico. Esse movimento contribuiu para a redução da aversão ao risco ao longo do dia e permitiu a recomposição de posições em ativos de maior risco. Com o cenário internacional mais estável, o fluxo comprador voltou a ganhar força na Bolsa brasileira, impulsionando principalmente ações ligadas a commodities e ao setor financeiro.

O setor bancário foi um dos principais vetores de sustentação do índice. As ações do Itaú (ITUB4) avançaram 0,60%, enquanto Bradesco (BBDC4) subiu 0,58% e BTG Pactual (BPAC11) ganhou 1,32%. O desempenho reflete a combinação entre melhora do humor global e a expectativa de um ambiente de juros mais previsível à frente. Em paralelo, papéis de mineradoras e siderúrgicas tiveram forte valorização, acompanhando a alta das commodities no mercado internacional. As ações da Vale (VALE3) se destacaram, com avanço de 3,76%, sustentadas pela valorização do minério de ferro, que se aproxima de máximas de quase um ano, além do movimento positivo dos metais básicos, como cobre e níquel, nas bolsas internacionais.

No campo macroeconômico, o mercado acompanhou a divulgação dos dados da balança comercial brasileira, que encerrou 2025 com superávit elevado, ainda que inferior ao do ano anterior, em função do crescimento mais intenso das importações. Declarações do vice-presidente Geraldo Alckmin reforçaram a leitura de resiliência do setor externo, ao destacar que o crescimento das exportações brasileiras superou o do comércio global.

Entre os destaques negativos do pregão, as ações da Petrobras (PETR4) recuaram 1,85% após a companhia informar a interrupção temporária de trabalhos de perfuração no poço Morpho, na bacia da Foz do Amazonas, em razão de um vazamento de fluido. Apesar de a estatal afirmar que o problema foi rapidamente contido, sem riscos ambientais ou operacionais, o episódio adicionou cautela aos investidores, especialmente em um contexto de incertezas sobre possíveis desdobramentos na indústria petrolífera venezuelana.

No noticiário corporativo, a Hapvida (HAPV3) chamou atenção ao disparar 8,70%, em um movimento atribuído majoritariamente a fatores técnicos. Após um período prolongado de queda, o papel acumulava posições vendidas relevantes, e a alta foi interpretada como um “short squeeze”, com investidores recomprando ações para encerrar apostas na desvalorização. Ainda assim, o noticiário operacional segue desafiador, o que limita uma leitura mais construtiva sobre os fundamentos no curto prazo.

Outro destaque positivo foi a B3 (B3SA3), cujas ações avançaram 3,94% após a divulgação de dados que mostraram um volume recorde de leilões realizados em 2025, com impacto relevante em investimentos e geração de empregos. O resultado reforça o papel da Bolsa como infraestrutura central para projetos de concessões e privatizações no país.

No segmento industrial, Usiminas (USIM5) subiu 4,06%, acompanhando a melhora do humor no setor de siderurgia, beneficiado pelo cenário mais favorável para commodities. Já no setor elétrico, a Axia Energia (AXIA3) avançou 3,40%, apoiada em recomendações positivas de grandes bancos e em um ambiente de preços de energia mais elevados.


As listas das maiores altas e baixas da carteira do Ibovespa ficaram assim:


Altas

• Hapvida (HAPV3): +8,70%

• Assaí (ASAI3): +5,62%

• Braskem (BRKM5): +5,13%

• Usiminas (USIM5): +4,06%

• B3 (B3SA3): +3,94%


Baixas

• Vivara (VIVA3): -3,20%

• Petrobras (PETR3): -1,92%

• Petrobras (PETR4): -1,85%

• Direcional (DIRR3): -1,81%

• Cury (CURY3): -1,22%


Confira a evolução do IBOV no fechamento de hoje (06/01):

• Segunda-Feira (05): +0,83%

• Terça-Feira (06): +1,11%

• Na semana: +1,95%

• Em janeiro: +1,58%

• No 1°tri./26: +1,58%

• Em 12 meses: +36,36%

• Em 2026: +1,58%


EUA

Os principais índices de Nova York encerraram o dia em alta:

• Dow Jones: +0,99%

• Nasdaq: +0,65%

• S&P 500: +0,62%


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