Guerra no Oriente Médio pressiona mercados e derruba Ibovespa

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Guerra no Oriente Médio pressiona mercados e derruba Ibovespa

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Foto: Shutterstock/Alf Ribeiro

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O Ibovespa iniciou a segunda-feira (2) em queda de 0,70%, aos 187.463 pontos, acompanhando o aumento da aversão ao risco nos mercados globais após a escalada do conflito no Oriente Médio. Os ataques de Estados Unidos e Israel contra o Irã, que resultaram na morte do aiatolá Ali Khamenei, elevaram os temores de um confronto prolongado e impulsionaram os preços do petróleo, pressionando bolsas ao redor do mundo.

Os contratos da commodity avançaram mais de 8%, com o Brent voltando à faixa dos US$ 79 e projeções entre US$ 80 e US$ 90 no curto prazo. O foco dos investidores está no Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial. O risco de interrupções no abastecimento reacende preocupações inflacionárias globais, fortalece o dólar e eleva os juros dos títulos americanos, reduzindo o apetite por ativos de risco.

No Brasil, o impacto é misto. A alta do petróleo favorece exportadoras e impulsiona ações do setor de energia, mas também aumenta o risco inflacionário e pode limitar a queda dos juros domésticos. Economistas avaliam que preços até US$ 85 teriam efeito controlado, enquanto níveis acima de US$ 100 poderiam pressionar expectativas de inflação.

O boletim Focus trouxe relativa estabilidade nas projeções econômicas. A estimativa para o IPCA de 2026 permaneceu em 3,91%, acima da meta, enquanto a expectativa para a Selic no fim do ano recuou para 12%, reforçando a visão de início do ciclo de cortes de juros nos próximos meses, embora com cautela do Banco Central.

Na bolsa, petroleiras lideraram os ganhos com a disparada da commodity, com Prio (PRIO3), Brava Energia (BRAV3) e Petrobras (PETR4) em alta. A estatal também anunciou aumento de 9,4% no preço do querosene de aviação. Já a Braskem (BRKM5) reportou queda nas vendas no quarto trimestre, refletindo demanda ainda enfraquecida no setor petroquímico, com isso as ações caem 4,07%.

O início de março, portanto, é marcado por forte influência do cenário geopolítico, com o petróleo e os desdobramentos do conflito no Oriente Médio ditando o humor dos mercados globais e locais.


Por volta das 10h47, as listas das maiores altas e baixas eram dominadas por:


Altas

• Prio (PRIO3): +5,01%

• Petrobras (PETR4): +4,27%

• Petrobras (PETR3): +4,03%


Baixas

• Braskem (BRKM5): -4,07%

• Magalu (MGLU3): -3,96%

• MRV (MRVE3): -3,71%


Confira a evolução do Ibovespa:

*Até o dia 02/03 às 10h47

• Segunda-Feira (02): -0,70%

• Na semana*: -0,70%

• Em fevereiro*: -0,70%

• No 1°tri./26*: +16,35%

• Em 12 meses*: +52,66%

• Em 2026*: +16,35%


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