Crises de crédito, lucros recordes e guerra movimentam o Ibovespa

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Crises de crédito, lucros recordes e guerra movimentam o Ibovespa

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Foto: Schutterstock/Alf Ribeiro

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O Ibovespa abriu esta quarta-feira (11) com valorização de 0,86%, atingindo os 185.237 pontos em meio a um clima de incerteza. O mercado navega por águas turbulentas que combinam tensões geopolíticas no Oriente Médio a uma onda de reestruturações corporativas no cenário doméstico. A volatilidade do petróleo retornou ao centro das atenções, impulsionada pelo acirramento do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. O receio de um bloqueio no Estreito de Ormuz, ponto nevrálgico para o escoamento global da commodity, mantém os investidores em estado de prontidão.

Nesse contexto de apreensão global, os indicadores econômicos vindos dos Estados Unidos proporcionaram um alívio momentâneo, embora acompanhado de ressalvas. O Índice de Preços ao Consumidor (CPI) referente a fevereiro registrou avanço de 0,3%, vindo exatamente em linha com as projeções. Contudo, o mercado já observa esse dado pelo retrovisor, ciente de que a métrica ainda não capta o choque inflacionário provocado pelos ataques recentes no início de março. O núcleo da inflação, estacionado em 2,5% no acumulado de doze meses, serve como o último grande balizamento para o Federal Reserve antes da decisão sobre os juros na próxima semana.

No cenário brasileiro, o noticiário é dominado por uma tendência que acendeu o sinal amarelo para o crédito: A multiplicação das recuperações extrajudiciais entre gigantes do varejo e da energia. A solicitação efetuada pela Raízen (RAIZ4), joint venture entre Cosan (CSAN3) e Shell, surpreendeu os investidores pelo montante de R$ 65,1 bilhões, tornando-se o maior processo dessa natureza na história do país. A medida, pactuada com credores que detêm quase metade da dívida, busca reorganizar passivos financeiros sem interromper a operação comercial, no pregão, os papéis da companhia sobem 3,85%. A iniciativa surge apenas um dia após o Grupo Pão de Açúcar (PCAR3) adotar tática similar para renegociar R$ 4,5 bilhões, o que resulta em uma desvalorização de 2,64% em seus ativos.

Contrabalançando o ceticismo no mercado de crédito, a temporada de balanços revela discrepâncias entre os setores. Enquanto a Prio (PRIO3) apresentou um resultado misto no quarto trimestre de 2025,com um prejuízo líquido contábil impactado por revisões de ativos, mas mantendo uma geração de caixa operacional robusta, com os ativos da companhia subindo 3,34%. A Cury (CURY3) exibiu uma vitalidade notável ao reportar lucro líquido de R$ 270 milhões, um salto de quase 63% em relação ao ano anterior, o que impulsionou suas ações em uma alta de 5,22%.

Seguindo essa tendência favorável, a Smart Fit (SMFT3) ratificou sua proeminência ao registrar lucro líquido recorrente de R$ 235 milhões no quarto trimestre, um crescimento anual de 19%. Com uma receita líquida que saltou 26% no período, atingindo R$ 1,948 bilhão, a companhia demonstrou vigor operacional e capacidade de repasse de preços, elevando seu tíquete médio em 12%. O êxito da incorporadora e da rede de academias, alavancados por recordes de faturamento e expansão de base, sugere que, ao menos nos nichos voltados à alta demanda e escala, os fundamentos das empresas permanecem consistentes, com suas ações subindo em 4,70%.

Por volta das 11h02, as listas das maiores altas e baixas eram dominadas por:

Altas

• Cury (CURY3): +5,22%

• Smart Fit (SMFT3): +4,70%

• Raízen (RAIZ4): +3,85%


Baixas

• Vivara (VIVA3): -2,75%

• Pão de Açúcar (PCAR3): -2,64%

• Telefônica (VIVT3): -1,88%


Confira a evolução do Ibovespa:

*Até o dia 11/03 às 11h02

• Segunda-Feira (09): +0,86%

• Terça-Feira (10): +1,40%

• Quarta-Feira (11): +0,98%

• Na semana*: +3,27%

• Em março*: -1,88%

• No 1°tri./26*: +14,96%

• Em 12 meses*: +49,98%

• Em 2026*: +14,96%

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