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	<title>Guerra &#8211; Minhas Economias</title>
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		<title>Inflação na prática: automóveis, carnes e até o cuscuz vão ficar mais caros</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Equipe Minhas Economias]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 22 Mar 2022 11:10:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Consumo]]></category>
		<category><![CDATA[Alimentos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O bolso do brasileiro não tem um dia de paz e a calmaria ainda vai demorar a chegar, já que o aumento no preço de diferentes insumos, consequência da guerra na Ucrânia, será cada vez mais repassado aos preços, atingindo em cheio a renda do consumidor. O primeiro exemplo desse efeito recai sobre os preços [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O bolso do brasileiro não tem um dia de paz e a calmaria ainda vai demorar a chegar, já que o aumento no preço de diferentes insumos, consequência da guerra na Ucrânia, será cada vez mais repassado aos preços, atingindo em cheio a renda do consumidor.</p>
<p>O primeiro exemplo desse efeito recai sobre os preços da gasolina, do diesel e do gás de cozinha, em que o aumento foi anunciado no dia 10 de março (com altas de 18,8%, 24,9% e 16,1%, respectivamente). Infelizmente, as elevações não vão parar por aí. Automóveis e peças para veículos, carnes em geral, energia e derivados de milho e soja também vão sofrer novos aumentos de preços nos próximos meses.</p>
<p>&#8220;As surpresas inflacionárias estão aí sendo encomendadas. Há um choque de oferta em função da guerra&#8221;, diz Julio Hegedus Netto, economista na Mirae Asset.</p>
<p>Até o início do ano, a expectativa era que a inflação, que fechou 2021 a 10,06%, começasse a recuar entre abril e maio, chegando perto de 5% ao fim do ano. O cenário mudou e o IPCA em 12 meses está em 10,54% e o boletim Focus indica que o mercado prevê alta de 6,59% para o ano fechado de 2022.</p>
<blockquote><p>Mas o que é exatamente esse choque de oferta? Esse é o termo dado quando uma determinada situação (pandemia, guerra) altera ou impossibilita o fornecimento de mercadorias ou serviços. A oferta dos produtos cai e os preços, sobem.</p></blockquote>
<p>Esse primeiro choque de oferta está se dando nas commodities, com petróleo, grãos e minério de ferro subindo mais forte que o esperado. Isso significa que os produtos que utilizam esses insumos também vão ter seus preços elevados.</p>
<p>Para o economista, esse choque de oferta será maior a medida que a guerra na Ucrânia se estenda, já que o contexto atípico tende a agravar a situação das cadeias produtivas.</p>
<h2>Carros ainda mais caros</h2>
<p>Esse é o caso de veículos. Era esperado que, em 2022, os preços dos automóveis parassem de subir, já que haveria uma normalização na entrega de semicondutores e, adicionalmente, a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre veículos.</p>
<p>&#8220;A redução de IPI deve segurar um pouco a taxa do aumento dos preços, mas os preços não vão se manter nos níveis que estão hoje&#8221;, diz Fernando Trujillo, analista do setor automotivo da empresa de pesquisa IHS Markit.</p>
<p>A razão é que o aumento do minério de ferro encarece o aço, um dos principais insumos do setor automotivo. Outros fatores de risco inflacionário para essa indústria são a eventual interrupção no fornecimento de peças devido ao conflito na Ucrânia e a recomposição dos preços por parte das fabricantes de autopeças.</p>
<p>Ainda falando sobre o aço, a construção civil também deve sofrer nos próximos meses com o aumento do preço, refletindo a valorização do minério de ferro no mercado internacional.</p>
<p>&#8220;Alguns setores conseguem repassar os preços. É o caso daqueles que vendem para a construção civil, como de aço e cimento, que subiram mais do que a inflação&#8221;, explica o economista Luís Barone, sócio-diretor da Galápagos Capital.</p>
<p>E mesmo quem não vai comprar um carro, reformar ou comprar um imóvel continuará convivendo com os efeitos da inflação. Além de o reajuste dos combustíveis afetar o preço dos fretes, há ainda um efeito na alimentação, que acaba atingindo em maior escala as famílias de menor renda.</p>
<h2>Efeito nos alimentos</h2>
<p>A Associação Brasileira de Supermercados (Abras) lembra que os preços nos supermercados têm subido acima do registrado pelo IPCA. O índice Abrasmercado subiu 11,5% no ano passado.</p>
<p>Para esse ano, a pressão deve partir de diferentes produtos. Frutas, carnes e alimentos em geral devem ficar mais caros ao longo do ano.</p>
<p>No caso da banana, o impacto nos preços em 2022 será proveniente dos maiores custos de energia (a fruta é acondicionada em estufas). Para 2023, deve pesar o aumento do preço dos fertilizantes (o Brasil importa o insumo, principalmente, da Rússia).</p>
<p>Já o milho e a soja são usados na alimentação de animais, sendo responsáveis por cerca de 70% dos custos. Com isso, são esperados novos aumentos nos preços de frango, suínos e carne bovina.</p>
<p>E o milho, que já subiu mais de 20%, tem 15% da produção nacional destinada ao consumo humano. É esse o insumo básico para a farinha de milho, canjica, fubá. Sim, o cuscuz ficará mais caro. O mesmo ocorre com o trigo, utilizado na fabricação de pães, massas e bolachas.</p>
<p>Por fim, a redução do IPI deve beneficiar o setor de higiene pessoal, beleza e cosméticos. No entanto, a Associação Brasileira da Indústria de Higiene (Abihpec) não sabe dizer se esse alívio chegará ao preço final. No caso de empresas que estão com margens apertas, o efeito deve ser apenas o de postergar reajustes.</p>
<p>&#8220;É difícil fazer diagnóstico claro, porque o mercado está difícil de prever&#8221;, diz João Basílio, presidente da associação.</p>
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