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	<title>Movida (MOVI3) &#8211; Minhas Economias</title>
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		<title>Assinatura de carro é tendência: como esse serviço funciona, e para qual tipo de motorista?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Equipe Minhas Economias]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Jan 2022 15:33:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Consumo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os serviços de carro por assinatura são relativamente recentes no Brasil e ganharam força durante a pandemia da Covid-19. Locadoras, montadoras e seguradoras estão entre as prestadoras desse serviço, mas como ele funciona e para qual perfil de motorista ele serve? Em primeiro lugar, é importante saber como funciona: o usuário escolhe qual modelo quer [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Os serviços de carro por assinatura são relativamente recentes no Brasil e ganharam força durante a pandemia da Covid-19. Locadoras, montadoras e seguradoras estão entre as prestadoras desse serviço, mas como ele funciona e para qual perfil de motorista ele serve?</p>
<p>Em primeiro lugar, é importante saber como funciona: o usuário escolhe qual modelo quer e faz um pagamento mensal para ter o veículo zero disponível. A mensalidade leva em conta qual será a quilometragem usada, que inclui custos de revisão, seguro, Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) e licenciamento. Os contratos, em geral, variam de 12 a 36 meses.</p>
<p>Além do pagamento desse valor mensal, o assinante só precisa bancar o custo da gasolina, multas e franquia do seguro &#8211;caso ocorra algum acidente no período da assinatura.</p>
<p>Ao final do contrato o carro é devolvido à empresa que faz a administração da assinatura e cabe ao assinante fazer um novo contrato e ter acesso a um novo veículo zero quilômetro.</p>
<h2>Mas vale a pena?</h2>
<p>Não há uma resposta única e vai variar caso a caso, mas em geral o veículo por assinatura compensa para aqueles motoristas que fazem questão de trocar de carro com frequência (em até dois anos) e que possuem um uso limitado do veículo (as mensalidades que consideram um uso até 1 mil quilômetros ou 1,5 mil ao mês são mais em conta).</p>
<p>&#8220;No carro por assinatura, o usuário ganha previsibilidade porque todos os gastos estão embutidos na mensalidade. Em geral, é uma opção atrativa para quem gosta sempre de estar com carro novo e acaba arcando com o custo da depreciação do carro&#8221;, explica Carlos Eduardo Freitas, educador financeiro do Banco Mercantil do Brasil.</p>
<p>Fernando Trujillo, analista do setor automotivo da empresa de pesquisa IHS Markit, lembra que um veículo de passeio tem uma depreciação de 20% a 25% nos dois primeiros anos de uso. Isso quer dizer que é necessário colocar todos os custos na ponta do lápis na hora de avaliar o que é mais vantajoso para o usuário: comprar ou assinar.</p>
<p>Na conta da compra, é preciso incluir o IPVA, seguro e manutenção. Também deve ser considerado o custo do dinheiro, ou seja, o quanto a pessoa vai deixar de ganhar se deixar os recursos do carro aplicado ou o quanto pagará de juros caso não tenha os recursos para comprar à vista.</p>
<p>&#8220;É um modelo de negócio interessante para quem faz a troca constante do carro. Já para quem troca só após cinco ou seis anos, aí a assinatura deixa de compensar&#8221;, diz.</p>
<h2>Compra x assinatura</h2>
<p>Para deixar claro o que deve ser levado em conta, vamos a um exemplo.</p>
<p>Um Ônix LT com câmbio manual, da Chevrolet, tem um preço de tabela de R$ 80.690. O proprietário desse veículo ainda irá arcar com o IPVA, que em São Paulo é de 4% do valor do automóvel (R$ 3.227,60), além do seguro (em torno de R$ 2.000), revisão (R$ 350 em média na primeira revisão) e gastos com documentação e emplacamento no primeiro ano.</p>
<p>Se o proprietário pretende trocar de carro em dois anos, para ter um outro veículo zero, é preciso considerar a depreciação que varia de acordo como modelo do veículo, mas costuma ficar entre 20% e 25%.</p>
<p>Além dos gastos com o veículo, é preciso considerar o custo do dinheiro. Para quem pode pagar à vista, o valor do veículo aplicado por um prazo de dois anos no Tesouro Selic permitiria um resgate líquido (já descontado o Imposto de Renda) de R$ 109.022,72.</p>
<p>Em dois anos, caso decida vender o carro, essa pessoa terá um gasto médio de R$ 2.317,73 ao mês considerando todas essas variáveis.</p>
<p>O mesmo carro, no serviço Movida Zero KM, pode ser encontrado por R$ 2.309,70 ao mês no plano de 24 meses e franquia de 1 mil quilômetros ao mês (há um custo de R$ 0,58 por quilômetro que exceder a franquia).</p>
<p>Ao comparar, temos praticamente um empate, e aí o motorista deve pesar se prefere ter uma maior comodidade ou é melhor atender o desejo de ter um bem próprio.</p>
<p>Já para quem não dispõe dos recursos à vista, a situação muda. A taxa média do financiamento de veículos está em 27,5% ao ano (o equivalente a 2,05% ao mês) e em geral é necessária uma entrada de ao menos 20%. Como os juros são superiores ao valor do dinheiro aplicado, o custo para ter um carro zero financiado sairá mais alto do que o serviço de assinatura &#8211; considerando o prazo de dois anos.</p>
<p>&#8220;Quem não tem capital para a compra ou troca de veículo com frequência, é mais vantajoso o carro por assinatura, mas precisa fazer a conta caso a caso&#8221;, diz Trujillo.</p>
<h2>Bom modelo para quem não pode dar entrada</h2>
<p>Além da Movida, Unidas (Livre), Porto Seguro (Carro Fácil), Localiza (Meoo) e Renault (Flua!) estão entre as empresas que trabalham com esse modelo de assinatura. No caso das montadoras que atuam nesse segmento, a ideia é aumentar a demanda por veículos zero quilômetros e, assim, a sua produção.</p>
<p>O professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Antônio Jorge Martins também recomenda fazer as contas de todos os custos antes de tomar a decisão e que no caso do carro por assinatura, entra também o benefício da comodidade.</p>
<p>&#8220;Na assinatura só há um custo envolvido que é o da mensalidade. Pode ser uma alternativa para quem quer ou precisa de um carro zero e não tem o dinheiro da entrada ou para comprar à vista&#8221;, disse.</p>
<p>No entanto, Freitas, do banco Mercantil, recomenda que a decisão de comprar um veículo ou fazer a assinatura passa por uma reflexão anterior, que é a da real necessidade de se ter um veículo para uso exclusivo, uma vez que o desembolso relevante em qualquer uma das alternativas.</p>
<p>&#8220;Antes o carro era um sonho. Era sinônimo de entrada na vida adulta e independência. Mas hoje há uma maior facilidade em se locomover em muitas cidades e esse gasto (de ter um carro) precisa ser bem avaliado&#8221;, indica.</p>
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