Você se lembra de todos aqueles gastos que acontecem no início de todo ano ? IPVA, IPTU, material escolar, ou mesmo as prestações da viagem do final de ano, ou as do Carnaval que esá por vir? Pois bem, se você ainda não se planejou para pagá-las, a hora é agora!

Um dos objetivos do orçamento é exatamente este, realizar um exercício de planejamento das despesas futuras para identificar estas “épocas frágeis”, ou seja, períodos onde as despesas serão maiores que os ganhos. A partir daí, há algumas possibilidades que não são excludentes, isto é podem e devem ser realizadas simultaneamente.

A primeira possibilidade é juntar uma poupança nos meses que antecedem estes períodos de grandes gastos. Muitas vezes, quando “sobra” algum dinheiro no final do mês, ficamos felizes … e gastamos tudo em supérfluos. É preciso entender que esta “sobra” deve ser efetivamente poupada, para então cobrir “meses mais longos”. Vale também contar com o 13o salário, e já reservar ao menos parte dele para o início do próximo ano.

A segunda possibilidade é identificar antecipadamente cortes de gastos. Por exemplo, se o IPVA estiver muito caro, é o caso de se analisar se é possível diminuir o número de carros, ou trocá-lo por um modelo mais barato. Deve-se fazer esta análise com todas as despesas orçadas para este período de aperto, buscando eliminar ou pelo menos adiar gastos. Porém, cuidado para não eliminar aquelas despesas que são na verdade “investimentos” para o futuro, como despesas com educação, livros, e atividades culturais.

Em último caso, se ainda assim seu orçamento de início de ano não fechar, considere tomar um empréstimo. Tente obter um crédito consignado, que cobra juros menores, ou na impossibilidade deste, um crédito pessoal. Se você negociar com antecedência, vai ver que será muito mais vantajoso do que ter que recorrer, de última hora, ao cheque especial ou a um financiamento do cartão de crédito.