Pergunta: Aplicação em Tesouro Direto, pelo que entendi, é de longo prazo, mas tenho uma dúvida. Tenho que aplicar um valor inicial e mais os valores mensais até completar o prazo contratado, ou posso aplicar um determinado valor inicial e resgatar quando precisar? Outra pergunta é se realmente este tipo de aplicação rende mais do que a poupança, mesmo sofrendo desconto de IR e outras taxas. (L.S.)

Resposta:

O Tesouro Direto é uma boa alternativa para investimento não só de longo, mas também de médio prazo. Por exemplo, há atualmente títulos com vencimento para janeiro de 2012, o que representa um prazo de menos de um ano.

Quanto ao valor mínimo para fazer uma aplicação, ele deve sempre corresponder a 20% do valor de um título, cujo preço aproximado varia de R$ 630 a R$ 4.600, pelas cotações de 11/03/2011. Desta forma, dependendo do título pretendido, você terá que desembolsar, no mínimo, algo entre R$ 126 e R$ 920 para iniciar seu investimento.

Não há a obrigatoriedade de fazer aplicações mensais, a não ser que você queira. O ideal é resgatar o valor aplicado somente no vencimento do título, já que a rentabilidade contratada só é garantida neste caso.

Porém, se você precisar do dinheiro antecipadamente, a liquidez é garantida pelo Tesouro Nacional através da recompra dos títulos pelo preço de mercado, o que é realizado às quartas-feiras. Lembre-se, porém, que isto pode ocasionar ganhos ou perdas de capital.

Com relação à rentabilidade, ela pode sim ser melhor que a poupança, mas não há uma garantia para isso. Para aumentar a probabilidade de este fato ocorrer, compare as taxas cobradas pelos agentes, analisando também o tipo de título do Tesouro (pós-fixados pela taxa básica da economia, pré-fixados ou indexados a índices de preços) que é mais interessante para os seus objetivos.

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O texto acima foi originalmente publicado no jornal Extra, na coluna do Dr. Bufunfa, com o apoio do MinhasEconomias.