Já ouviu falar em conflito de gerações? É algo comum, principalmente entre os adolescentes e seus pais. No mundo de hoje as mudanças são constantes e rápidas … muito rápidas. Em 20 anos, muita coisa pode mudar: desde os modos e costumes, passando pela tecnologia, moda e emprego, até finalmente chegar na maneira como as pessoas lidam com o dinheiro. Mas afinal, qual geração cuida melhor dinheiro?

Não temos informação de pesquisas ou estatísticas para responder a esta pergunta. Mas vamos listar alguns aspectos da Educação Financeira e analisar como as diversas gerações de pessoas encaram cada um deles.

Sacrificar o “Curto Prazo” em favor do “Longo Prazo”

Esta é uma característica fundamental relacionada não só à Educação Financeira, mas que também é aplicável a vários outros aspectos de nossa vida: a capacidade de deixar de lado a satisfação de um desejo imediato para garantir uma tranquilidade maior no futuro.

Exemplo disso é quando você corta gastos com lazer no final de semana para conseguir juntar uma poupança contra imprevistos. Ou então o famoso “Teste do Marshmallow” !

Por ser um aspecto praticamente atemporal (podemos imaginar exemplos que se aplicam até aos nossos mais longínquos ancestrais), não deveria haver diferenças consideráveis de comportamento entre as gerações. Provavelmente isto tem a ver muito mais com a cultura e educação das pessoas do que com a época em que elas nasceram.

Orçamento doméstico

O conceito de orçamento doméstico não é algo novo: seus bisavós já tinham que saber se gastavam mais do que ganhavam para que seus avós tivessem uma vida tranquila.

Mas com certeza eles não tinham nenhum computador, planilha eletrônica ou aplicativo no celular para ajudar a realizar este controle! Assim, a geração atual, apesar de todo o apelo ao consumo que existe em nossa sociedade, tem todas as condições de ter um melhor controle do orçamento doméstico que as gerações passadas.

Economia para a aposentadoria

Uma pesquisa americana da empresa de investimentos “T. Rowe Price’s” comparou o quanto cada geração conseguia poupar mensalmente. Na verdade, ele comparava pessoas da “Geração Y” (nascidos entre as décadas de 70 e 90) com as pessoas da “Geração X” ou “Baby Boomer” (nascidos entre as décadas de 50 e 60).

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A “Geração Y” guardava cerca de 8% de sua renda anual, enquanto a “Geração X” guardavam cerca de 9%.

Para quem pensava que os mais jovens só pensam em gastar e se divertir, esta pesquisa prova o contrário. A diferença entre os percentuais é pequena e deve-se considerar que a tendência é de que as pessoas consigam economizar mais à medida que ficam mais velhas.

Não sabemos se isto se aplica ao Brasil também, mas parece que o maior acesso à informação pode levar os jovens a uma postura mais ativa em relação ao seu futuro financeiro.