Quando analisamos os retornos dos nossos investimentos, geralmente prestamos atenção somente no percentual final do rendimento.

Mas sempre é necessário lembrar que há outros aspectos que devem ser levados em conta,  principalmente no planejamento de longo prazo.

Vamos a um exemplo simples: o seu investimento rendeu 10% no ano. Dá pra concluir que você está 10% mais rico?

Se você respondeu sim …bem, é melhor refazer os cálculos.

Em primeiro lugar, você deve descontar deste percentual todos os gastos que ainda terá que pagar. E isso vai variar de investimento para investimento.

Por exemplo, os fundos de investimento geralmente já incluem neste percentual os valores cobrados de taxas de administração … mas não incluem o Imposto de Renda que incidirá sobre o lucro das operações.

No caso da poupança, a rentabilidade divulgada já é a final, não haverá mais nenhum desconto.

INFLAÇÃO

Mas o que a maioria das pessoas mais esquece de levar em conta é a inflação. E, nos dias de hoje, ela não é desprezível.

Por exemplo, em outubro o IPCA acumulado de 12 meses ficou perto de 7%(há diversos índices que medem a inflação, mas vamos considerar aqui o IPCA para simplificar). Ou seja, em média, precisamos desembolsar este percentual a mais para comprar os mesmos produtos e serviços que comprávamos há 1 ano atrás.

Assim, se o nosso rendimento neste mesmo período de tempo foi de 10%, seria mais correto dizer que ficamos apenas 3% mais ricos. É uma grande diferença, não?

APOSENTADORIA

Como dissemos anteriormente, considerar a inflação em seus cálculos é extremamente importante principalmente no planejamento de nossa aposentadoria.

Costumamos sempre mencionar que o efeito dos “juros sobre juros” é importantíssimo nos investimentos de longo prazo, fazendo o dinheiro se multiplicar várias vezes.

Mas não se esqueça que os preços em geral também aumentarão, seguindo uma lógica parecida: poderíamos chamá-la de “inflação sobre inflação”!